Estudo de caso: LOJA DE ROUPAS – parte 2

…continuação deste estudo de caso.

Vista frontal  Fonte: arquivo pessoal do autor

Vista frontal
Fonte: arquivo pessoal do autor

1 vigilância natural:

Considerando-se a alta visibilidade do local (imagem ao lado), sem existência de obstáculos ou reentrâncias que poderiam ser utilizados pelos infratores da lei em uma situação de surpresa (no que tange às adjacências da edificação), acreditar-se-ia ser essa uma das estratégias atendidas, não fosse o fato de seu isolamento físico (conforme tratado aqui), não gerando a capacidade de “ver e ser visto” o que, em última análise, fere diretamente um dos fundamentos dos espaços defensáveis da teoria da AUPD, que é a diversidade de usos urbanos:

Quanto maior e mais diversificado o leque de interesses legítimos (no sentido legal) que as empresas possam satisfazer, melhor para as ruas, para a segurança e para a civilidade das cidades[…] (Jane JACOBS, 2000)

Desse modo, evidencia-se o não cumprimento desta estratégia.

LOJA ROUPAS 3

Vista parcial: acesso principal Fonte: arquivo pessoal do autor

 

Somado a isto, a própria distribuição dos elementos internos (mobiliário e produtos à venda) acabam por complicar ainda mais essa situação (imagens com vistas internas), apesar da preocupação do proprietário em manter seus balcões de “Caixa” e de atendimento próximos às duas aberturas de acesso e às portas serem, ambas, em material que permite a visualização nos dois sentidos (de dentro para fora e de fora para dentro), em razão do vidro transparente.

 

Havia, inclusive, uma placa de publicidade junto ao sopé do poste de iluminação, o que impedia ainda mais a visualização de algum infrator da lei que optasse por se valer do elemento surpresa para a agressão (imagem acima).

2 comentários

  • Carlos Alberto ORVATE

    Existe uma falsa ilusão de se prestigiar a privacidade do cliente enquanto ele está às compras e por conseguinte uma tendência de deixar os momentos de pagamento e retirada de mercadorias totalmente incrustados em nichos do ambiente, há que existir uma possibilidade de que o ambiente seja muito visível a fim de primeiro dissuadir as incursões, já que a visualização de qualquer não conformidade dá azo a ações de controle imediatos e a própria sensação de anonimato se esvai com essa prática, e ainda em se podendo existir sistemas de registro ótico sem barreiras as informações são mais efetivamente aproveitáveis até mesmo do ponto de previsibilidade de ações.

    • Olá, Carlos.
      Sim, este é um dos princípios que mais apregoo no conceitos de AUPD: o da vigilância.
      Futuramente, abordarei este tema para ser mais claro… obrigado pelos esclarecimentos!

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