Além da calmaria…

… é o significado da palavra etimologicamente latina tranquilidade: junção do prefixo trans (muito além) com o quies (calma, descanso). Havemos de convir: tranquilizar-se só se faz carne, manifesto, se um de seus tecidos for o esquecimento.

Não à toa, é, em Nietzsche, a terceira metamorfose pela qual o Homem torna-se sobre-humano, ultrapassadas as fases de camelo e leão: “…É que a criança é inocência e esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira por si própria, primeiro móbil…” .

Vida feliz ou triste é continuum existencial (oxímoro) inexistente – bovinamente senis, inquietos espíritos, quando jovens, sofrem com as chibatadas naturais que marcam o couro encarnante da tranquilidade e, assim, mansos, com olhos puerilmente imensos de natureza, se farão espírito de paz. Terão paz de espírito.

Texto rico em metáforas que bem traduzem do que são feitos os que a possuem, a paz de espírito, Tranquilize-se é alento e ensinamento.

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